Sobre o amor nos tempos atuais. Parte 1.

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“Amor é…” “Amor significa…” “Amor é quando…”

Porra, pra começo de conversa, amor não se define, não se descreve, não existe significado! Amor se sente. Mas é quase inevitável querermos definir, descrever, explicar, dimensionar. Me atreverei a tentar colocar um pouco em palavras.

Segundo a definição oficial: Amar: (a-mar)v.t. Ter amor, afeição, ternura, dedicação, devoção a; querer bem. Estimar, gostar, apreciar. (Por quê é verbo transitivo? Deveria ser intransitivo. Sem precisar de complemento.)

Na real, amor sempre me confunde mais do que matemática. Porque o sentimento verdadeiro não se explica, não se controla, não se racionaliza – simplesmente toma conta. É um lance que nos faz perder o medo de pular sem ter medo de voar.  (“perder o medo de voar”: aquilo que nos faz morrer.)

É complicado de sentir, de durar, de cuidar, de guardar, de demonstrar e principalmente de fazer passar. É um compromisso sem garantia: o amor é uma questão de crédito. Uma ex-terapeuta costumava dizer que: “amor é o que sai de mim para fazer-te mais.” (Demorei, mas acabei concordando com ela.) Foi a melhor definição de amor que já ouvi. Já Guimarães Rosa dizia que amor é descanso na loucura. Eu, particularmente, acho que é o auge da loucura! Porque a gente perde a razão. O amor é irracional, quanto mais você ama alguém, menos tudo faz sentido! Enfim, é uma pomba gigante cagando no nosso coração. (Gosto de exemplos práticos.)

O amor é, de todas as paixões, a mais forte, pois ataca simultaneamente a cabeça, o coração e os sentidos. Talvez seja uma necessidade tão básica quanto a fome e a sede.

Se tem explicação? É claro que o amor tem uma explicação. E aposto que é uma bem idiota. AMOR. Puro e simples. Não precisa de explicação. Não precisa nem sequer fazer sentido. Até porque procurar lógica no amor é como procurar paz no inferno.

O verdadeiro amor é a difícil mistura de duas almas, e não a fácil mistura de dois corpos. (Eu acho.) Apesar de que nós, mulheres, precisamos ver, sentir, tocar o amor… não apenas saber que ele existe.

Eu nem sei o que dizer sobre o amor hoje. Justamente porque sei (e sinto) muito sobre ele. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. Mas uma coisa é #Fato : amor só pode gerar mais amor! E se tentarem me dizer que o amor enfraquece com o tempo, digo que o tempo não existe. (Santo Agostinho enlouqueceria de orgulho lendo isso.)

E só para constar: Não me deixo entusiasmar a ponto de não conseguir distinguir amor de atração, de carência, de insegurança, de fantasia. Também sei que nenhuma paixão de cortar os pulsos chega aos pés de um amor que costura o coração. Esse sentimento sempre deixa uma marca significativa. Confesso que me deixa em pânico também. É como se tivesse vida própria.

Chego a conclusão de que ainda não inventaram outro jeito, a não ser tentar. Amor, ou você encontra ou você se reencontra (e se reconstrói). Sei que existe uma grande diferença entre o grande amor e o amor certo. E um gap bem grande entre um e outro. É difícil ter a percepção para saber a diferença. E felicidade mesmo é amor, só isto. Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito… não é? (Embora o amor por si só não seja o bastante.)

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2 respostas para Sobre o amor nos tempos atuais. Parte 1.

  1. Olá, não nos conhecemos, achei seu blog por conta do seu twitter, que resolvi fuçar (desculpa o xeretismo). Eu adoro ler sobre o amor, e o que cada pessoa tem a dizer sobre, pois como você disse, não é algo que possa ser definido, então cada um terá sua visão e opinião sobre essa entidade (pra mim, o amor é algo tão grande que não cabe na categoria de sentimentos).
    Eu penso muito sobre o amor, mas não vou me expressar aqui….
    Enfim, queria dizer que gostei muito do seu texto e da sua escrita também.
    Para todas as pessoas que já desabafaram comigo sobre dores de amor, o que eu digo é: não deixe de tentar, se está doendo, uma hora vai pasar.

  2. Leoa à solta disse:

    Uau! Muito bom receber um elogio desse naope. Eu gosto de escrever, sentir, e penso como vc… O amor é high level!

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