Sou o que sou e não peço desculpas por isso (Karl Xavier)

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“Sou uma constante metamorfose que sempre volta ao seu estado original. Pertenço ao mundo em que nasci e jamais soube o sabor da vida. Pó de estrela, de caos, de mim. Sou verso branco, ou, às vezes, com rimas baratas, mas sem atrativo algum. Sou o silêncio mudo que grita pela morte da vida que não se tem. O ir e vir; sou o vai e vem irreversível por caminhos espinhosos. Sou entrada garantida para as trevas que habitam no mais intimo do ser. Saio de cena e volto a tona em um piscar de olhos. E há momentos em que simplesmente fico por puro comodismo. Sou a transparência opaca da verdade mentirosa. A luz que cega e mostra o caminho às trevas cintilantes.
Eu me basto, me supro, me seco.
Seco as mágoas que a vida chove em mim. São muitas. Parte delas regam as boas sementes que tentei cultivar em meu interior. Nada cresce ou nasce aqui. Fui devastado, desertificado. Tornei-me esse eterno vira-volta, caos acumulado entre ser, estar e sentir. Sou o dano causado a mim mesmo.”
— Chamo-me Karl Xavier, “sou o que sou e não peço desculpas por isso”.
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