Dura como uma rocha ou frágil como uma flor?

É engraçado que, quanto mais a gente tem a dizer, a espairecer, menos a inspiração aparece. O ano está acabando, eu mal e porcamente estive por aqui. A não ser por um post esporádico ou outro. Mas hoje a dor está grande. Dilacerando meu peito. Porque, pela segunda vez na vida, vou acabar um ano sendo saco de pancadas de uma pessoa que eu amo muito. Mas que deixei de admirar faz tempo. Tinha voltado a admirar, a amar incondicionalmente. Tinha. Passado. Nada perfeito. 2014 foi um ano diferente, e duro da metade em diante. Um ano que me fez endurecer. Apesar de encontrar pessoas pelo caminho que passaram a me considerar “a melhor pessoa que eu conheci na minha vida inteira”. Se eu sou a melhor, imaginem a pior. Sou normal. Faço o bem, mas também já fiz o mal deliberadamente, após ter sido agredida. E o ano está terminando me ensinando que sei ser dura com as pessoas que eu amo. Que sei machucar com palavras muito mais do que se eu estivesse num ringue de UFC. Que não tenho mais medo de ameaças. Que não tenho mais medo de correr o mundo para buscar minha felicidade. Que se não ta bom, a gente muda o que tem que mudar, mesmo sendo chamada de covarde e hipócrita. A vida é dura, grossa e não usa vaselina. Mas é mil vezes pior quando as pancadas vem de pessoas do nosso sangue, que supostamente, deveríamos amar. Deveríamos sim. Mas quem ama, sendo apedrejado, criticado e julgado o tempo todo? Quem ama estando sempre na corda bamba? Quem ama, quando foi feito um acordo ou promessa, e quebrado? Quem ama ouvindo o tempo inteiro que tem que apanhar muito da vida pra crescer? Eu tenho 34 anos. Já apanhei um bocado. Não preciso que alguém me surre porque tenho que ser saco de pancada. Ou porque precisa de um… Não. O que eu preciso é o oposto disso. O que preciso, o que eu quero e o que eu mereço também. Mesmo dura como uma rocha, por dentro ainda sou frágil como uma florzinha. Clichê, mas real. (uma foto minha, para dar uma variada. gosto dela em particular…) Raka002

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|Diferenças…|

Há uma sutil diferença entre fazer acontecer e fazer valer a pena.
E é nessa diferença em que as minhas vontades moram.
Num meio termo, numa meia-certeza.
Numa razão guiada por batimentos cardíacos.
Guiada por pegadas de alguém que voa.
Ali no meio, do sim e do não, do ontem e do hoje, do nunca e do pra sempre.
É ali que eu fico.
Separando as sílabas do meu e-xis-tir.
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|Já era!|

Já me fizeram de boba, de trouxa, já me traíram, já me usaram, já riram de mim, já acharam que por eu estar chorando eu era fraca… mas a cada tombo que levo, levanto mais forte, cada vez que choro é só lavar o rosto que ele está limpo, a cada erro, eu aprendo algo, o que já é um acerto. Agora, o caráter dessas pessoas que me fizeram de palhaça, que deram risada dos meus sentimentos, água nenhuma limpa!!!

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Sawabona!!!

Acho que devo compartilhar um pouco de cultura “linda” com vocês.
SAWABONA!!!

Há uma “tribo” africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.
A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: “Eu sou bom”.
Sawabona Shikoba!
SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
“Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim”
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é:
“Então, eu existo pra você”

Fonte: algum tumblr por aí.

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Sobre o amor nos tempos atuais. Parte 1.

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“Amor é…” “Amor significa…” “Amor é quando…”

Porra, pra começo de conversa, amor não se define, não se descreve, não existe significado! Amor se sente. Mas é quase inevitável querermos definir, descrever, explicar, dimensionar. Me atreverei a tentar colocar um pouco em palavras.

Segundo a definição oficial: Amar: (a-mar)v.t. Ter amor, afeição, ternura, dedicação, devoção a; querer bem. Estimar, gostar, apreciar. (Por quê é verbo transitivo? Deveria ser intransitivo. Sem precisar de complemento.)

Na real, amor sempre me confunde mais do que matemática. Porque o sentimento verdadeiro não se explica, não se controla, não se racionaliza – simplesmente toma conta. É um lance que nos faz perder o medo de pular sem ter medo de voar.  (“perder o medo de voar”: aquilo que nos faz morrer.)

É complicado de sentir, de durar, de cuidar, de guardar, de demonstrar e principalmente de fazer passar. É um compromisso sem garantia: o amor é uma questão de crédito. Uma ex-terapeuta costumava dizer que: “amor é o que sai de mim para fazer-te mais.” (Demorei, mas acabei concordando com ela.) Foi a melhor definição de amor que já ouvi. Já Guimarães Rosa dizia que amor é descanso na loucura. Eu, particularmente, acho que é o auge da loucura! Porque a gente perde a razão. O amor é irracional, quanto mais você ama alguém, menos tudo faz sentido! Enfim, é uma pomba gigante cagando no nosso coração. (Gosto de exemplos práticos.)

O amor é, de todas as paixões, a mais forte, pois ataca simultaneamente a cabeça, o coração e os sentidos. Talvez seja uma necessidade tão básica quanto a fome e a sede.

Se tem explicação? É claro que o amor tem uma explicação. E aposto que é uma bem idiota. AMOR. Puro e simples. Não precisa de explicação. Não precisa nem sequer fazer sentido. Até porque procurar lógica no amor é como procurar paz no inferno.

O verdadeiro amor é a difícil mistura de duas almas, e não a fácil mistura de dois corpos. (Eu acho.) Apesar de que nós, mulheres, precisamos ver, sentir, tocar o amor… não apenas saber que ele existe.

Eu nem sei o que dizer sobre o amor hoje. Justamente porque sei (e sinto) muito sobre ele. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. Mas uma coisa é #Fato : amor só pode gerar mais amor! E se tentarem me dizer que o amor enfraquece com o tempo, digo que o tempo não existe. (Santo Agostinho enlouqueceria de orgulho lendo isso.)

E só para constar: Não me deixo entusiasmar a ponto de não conseguir distinguir amor de atração, de carência, de insegurança, de fantasia. Também sei que nenhuma paixão de cortar os pulsos chega aos pés de um amor que costura o coração. Esse sentimento sempre deixa uma marca significativa. Confesso que me deixa em pânico também. É como se tivesse vida própria.

Chego a conclusão de que ainda não inventaram outro jeito, a não ser tentar. Amor, ou você encontra ou você se reencontra (e se reconstrói). Sei que existe uma grande diferença entre o grande amor e o amor certo. E um gap bem grande entre um e outro. É difícil ter a percepção para saber a diferença. E felicidade mesmo é amor, só isto. Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito… não é? (Embora o amor por si só não seja o bastante.)

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Há boatos de que a saudade passou por aqui…

Bebi saudades, a semana inteira. E de repente, me deu vontade de explicar. O quê é? De onde vem? O quê desperta? Por quê sentimos? Por quê aperta?

Já sentiram tanta saudade de alguém que o coração chegou a doer? Eu já.
Ontem à noite, virei pro lado, fechei os olhos… E me deu saudade. Puta merda, me deu muita saudade.

A saudade de um amor é uma das coisas mais doídas – e bonitas – da vida.
É o analfabetismo da mente, que continua colocando uma vírgula no lugar do ponto; é quando um momento tenta sair de nossa mente para acontecer de novo e não consegue; é vontade de ver de novo; é um dos sentimentos mais urgentes que existem.
Resumindo: é uma filha da puta mal comida! Até porque se sentir saudade fosse uma coisa boa, com certeza os americanos já teriam inventado uma palavra pra isso.
Eu sinto saudades de pessoas que nem imaginam o tamanho da falta que me fazem; sinto saudades de quem não deveria; de quem está longe; do pote de sorvete que eu achava que era feijão.

Saudade asfixia. Sufoca. Corrói. Aperta. Enlouquece. Destrói. Exatamente, poucos aguentam. Me consome, faz meus olhos encherem de lágrimas e meu coração tremer. Esse negócio de saudade dá muito trabalho, sabe?

Toda noite é automático: eu deito e começo a pensar em tudo o que evitei o dia todo. Penso na saudade, nos meus problemas, em algumas pessoas, nele. Um p.s. aqui: Eu quero que ele sinta uma baita saudade de mim. Mas daquelas lá, bem filha-da-puta que tira o sono e tudo mais. (Conectada ao amor por um fio invisível que não conduz mais eletricidade. Um fio de saudade dissonante.)

O pior é que parece que a distância dobra, a tristeza triplica e a saudade se torna infinita. Eu confesso que não lido bem com esse sentimento, apesar de gostar de sentir. Pensando bem, acho mesmo que eu gosto das lembranças. Não, não gosto de sentir saudades (quando não posso matá-la, ao menos). Minha saudade anula meu sarcasmo, ironia e criatividade. Não necessariamente nessa ordem. E o ruim de sentir (tudo) isso é que o meu alvo não sabe o tamanho do espaço que ele ocupa no meu peito. E ainda tem um agravante já citado: a distância. Mas quando sinto saudade não é porque a pessoa está apenas longe, mas porque ela está dentro. Quero viver sem distância, sem saudade, sem talvez. Dá pra ser, porra?

É incrível como nem o tempo destrói a confiança, nem a saudade destrói o amor. A tragédia do amor é a saudade. Não morro de amor, morro de saudade, morro de ciúmes. (E ainda continuo viva.). Existem algumas sensações e sentimentos na nossa vida que vem e passam. A saudade não, ela vem, e fica. Não adianta mandar embora, não mesmo.
E quando essa merda bate, eu fico com o olho roxo. Mas o problema não é a saudade bater, o problema é só eu apanhar. Essa encrenca deveria ser igual a puta: dá e vai embora.

Por que escrevi isso? É que de repente, me deu saudades. Saudades é isso… o amor que fica.
Meu bem, saudade é pra quem tem, é pra quem sente AMOR. Pra quem não sente nada, é só carência. 270503_233278683370063_228283893869542_729634_4658103_n

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Sou o que sou e não peço desculpas por isso (Karl Xavier)

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“Sou uma constante metamorfose que sempre volta ao seu estado original. Pertenço ao mundo em que nasci e jamais soube o sabor da vida. Pó de estrela, de caos, de mim. Sou verso branco, ou, às vezes, com rimas baratas, mas sem atrativo algum. Sou o silêncio mudo que grita pela morte da vida que não se tem. O ir e vir; sou o vai e vem irreversível por caminhos espinhosos. Sou entrada garantida para as trevas que habitam no mais intimo do ser. Saio de cena e volto a tona em um piscar de olhos. E há momentos em que simplesmente fico por puro comodismo. Sou a transparência opaca da verdade mentirosa. A luz que cega e mostra o caminho às trevas cintilantes.
Eu me basto, me supro, me seco.
Seco as mágoas que a vida chove em mim. São muitas. Parte delas regam as boas sementes que tentei cultivar em meu interior. Nada cresce ou nasce aqui. Fui devastado, desertificado. Tornei-me esse eterno vira-volta, caos acumulado entre ser, estar e sentir. Sou o dano causado a mim mesmo.”
— Chamo-me Karl Xavier, “sou o que sou e não peço desculpas por isso”.
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